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A arte em papel, é uma disciplina da conservação e restauro que comunga do mesmo tipo de suporte que se encontra nos documentos gráficos mas que deve ter em consideração o aspecto de deleite e fruição estética que este tipo de obra encerra. Os processos de conservação e restauro são, também eles, comuns às duas disciplinas. No entanto, enquanto na conservação e restauro de documentos gráficos não é admissível a reintegração de elementos sustentados em falta, no caso da arte em papel, esta pode ser até desejável, pois a sua ausência pode interferir com a intenção artística da obra.

 

 

 


Imagem obtida sobre um suporte a partir de uma matriz. É normalmente classificada em três grandes grupos de acordo com o processo através do qual é executada a matriz: relevo, calcografia e planogravura. Quase todos os diferentes processos apresentam problemas de conservação e restauro semelhantes, pois comungam de suportes e elementos sustentados comuns. As formas de degradação mais correntes resultam de processos de montagem e manuseamento desadequados (passepartouts ácidos, charneiras de fita-cola, etc.), que originam deterioração física (sujidade, rasgões, cortes, dobras, vincos, ondulação, fragmentação, cantos enrolados, lacunas, etc.) química (acidez elevada, oxidação, etc.) e biológica (microrganismos, fungos e bolores, foxing, perfurações resultantes da acção de insectos xilófagos, etc.):

 

 


1. RELEVO:

A mais antiga forma de conceber uma matriz de gravura. O desenho a imprimir é obtido a partir de uma superfície lisa (em geral de madeira, mas podendo também ser de linóleo) escavada com formões e goivas, de forma a retirar todas as partes correspondentes aos fundos brancos. O desenho fica então relevado e é sobre este que se aplica a tinta. Diferentes processos de relevo são:

1.1. Xilogravura de Fibra.

1.2. Xilogravura Japonesa.

1.3. Xilogravura de Topo.

1.4. Linóleo.

 

 

 

2. CALCOGRAFIA (TALHE OU INTAGLIO):

2.1. CALCOGRAFIA DIRECTA: Matrizes obtidas através de meios unicamente mecânicos, pela acção de uma ferramenta, sem o recurso a mordentes. Diferentes processos de calcografia directa são:

2.1.1. Buril.

2.1.2. Ponta-Seca.

2.1.3. Pontilhado.

2.1.4. Mezzo-Tinto.

 

2.2. CALCOGRAFIA INDIRECTA: Matrizes em que os sulcos resultam de uma reacção química de corrosão entre um metal e um ácido ou entre um metal e um sal, que funcionam como mordentes: Diferentes processos de calcografia indirecta são:

2.2.1. Água-Forte.

2.2.2. Água-Tinta.

2.2.3. Verniz Mole.

2.2.4. Calcografia a Cor.

2.2.5. Gravura em Matriz de Aço.

 


 

3. PLANOGRAVURA:

A matriz de impressão é plana o que a diferencia de todos os métodos anteriores aqui descritos. Diferentes processos de planogravura são:

3.1. Litografia.

3.2. Litografia a Tinta.

3.3. Litografia a Giz.

3.4. Cromolitografia.

 

 


4. SERIGRAFIA:

Técnica gráfica contemporânea, usada profusamente a partir de 1950, sobre tudo com a finalidade de obter estampas coloridas, de grande tiragem e com grande rapidez. É uma técnica que adquiriu grande popularidade quer no meio artístico, quer com finalidade estritamente comercial e industrial.

 

 

 

Trata-se de um conjunto de técnicas que procura representar formas por meio de linhas ou tons aplicados sobre um suporte plano. Pode ser meramente linear ou apresentar valores tonais e cores. O tratamento de qualquer tipo de desenho requer antes de mais um apurado exame das técnicas e elementos sustentados utilizados. A não distinção entre um desenho a ponta de prata e um desenho a lápis, por exemplo, pode resultar na destruição da imagem em tratamento: Diferentes tipos de desenho são:


Desenho a Lápis/Grafite.

Desenho a Ponta de Prata.

Desenho a Ponta de Chumbo.

Desenho a Carvão.

Desenho a Sanguínea.

Desenho a Bistre.

Desenho a Sépia.

Desenho à Pena com Tinta.

Desenho/Pintura a Pastel Macio ou Pastel Solto.

Desenho/Pintura a Pastel de Óleo.

 

 

 

 

Técnica pictórica executada sobre suportes de papel, cartão, pergaminho ou marfim que emprega pigmentos e corantes aglutinados com goma arábica e diluídos em água. Caracteriza-se pela transparência da cor. Foi empregue extensivamente em desenho preparatório, esboço e para colorir desenho arquitectónico, mapas e gravuras (especialmente estampas com representações botânicas, zoologias, de moda, etc.). A aguarela é particularmente sensível à luz, não só em resultado dos pigmentos e corantes usados mas, também, por causa da pouca densidade de matéria corante existente e do suporte. Em caso de amarelecimento do papel de aguarela (resultante de processos de oxidação e de acidez) pode dar-se uma alteração dos valores cromáticos. A humidade excessiva pode levar ao amolecimento do papel e criar danos no meio ligante, enquanto as temperaturas elevadas podem provocar o destacamento da cor. O manuseamento excessivo pode afectar particularmente os papeis fortemente texturados.

 

 

 

Termo francês que designa uma técnica pictórica executada sobre suportes de papel e cartão muito semelhante à aguarela (pigmentos e corantes aglutinados com goma arábica e diluídos em água), mas na qual o efeito de opacidade se deve ao emprego de pigmento branco. Os pigmentos e corantes são aplicados de forma mais espessa do que na aguarela mas por isso mesmo têm maior tendência à fissuração e ao destacamento.

 

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